A que ponto chegou a nossa educação. Em busca de ascensão no cenário socioeconômico mundial, o governo brasileiro prioriza o aumento dos índices nas estatísticas. Sabemos todos que os números não mentem, mas, infelizmente, as pessoas sim. Números são apenas números. A mídia divulga os resultados como uma grande conquista, isto é, não faz nada além de dizer o que os governantes e cidadãos gostam de ouvir após mais um estressante dia de trabalho. "Graças a Deus, pelo menos uma boa notícia". O fato de alunos não serem reprovados em nossas escolas denota num crescimento imaginário e como resultante, saídos das escolas públicas, profissionais extremamente capacitados para limpar vidros de carros, recolher lixo, além dos mais destemidos e empreendedores que, com enorme visão para negócios, tornam-se traficantes de drogas.
Mas não podemos abordar esse tema de forma generalizada. Ressalto aqui, que faço referências à maioria e que também sou conhecedor do lado positivo dessa história. Infelizmente, quando saem os números do "crescimento na educação", não é levado em conta apenas o que funcionou de verdade, quantos alunos aprenderam de fato. A imprensa mostra e o povo sorri, mesmo depois de um insólito aumento do salário mínimo, que, segundo economistas do governo é oneroso. Segundo uma pesquisa, para cada real inserido no salário são 135 milhões a menos nos cofres públicos. Só uma curiosidade: Por que a alta cúpula pesquisa sobre quanto custa ao povo o aumento de míseros 62% nos próprios salários? Perdão. Isso é outra história, para outro artigo.
Viva o carnaval! Viva o coelhinho da Páscoa! Viva Tiradentes! Viva o Papai Noel! Viva o sistema da não reprovação! Do jeito que as coisas estão, num futuro bem próximo, os estudantes não saberão mais nem resolver um simples problema que a vida lhes oferece diariamente: escrever seu próprio nome.
Que venha a Copa do Mundo!
Daniel Silvio

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